sábado, 25 de fevereiro de 2012

Música Medieval- Ars Nova

Os principais compositores são:

Phillip de Vitry (1291/1361): " Douce playsance est d'amer loyament" (saiba mais aqui)



Guillaume de Machaut (1300/1377) "Messe de Notre Dame- 5. Agnus Dei- Ite Missa Est"  (saiba mais aqui)



Guillaume Dufay (1398/1474) " Ecclesiae militantis"  (saiba mais aqui)



Gilles Binchols (1400/1460) "Amours Mercy" (saiba mais aqui)






Música Medieval- Ars Antiqua

Leonin, Perotin (padres) e Hildegard de Bingen (abadessa) foram os precursores da polifonia, colocando mais vozes acima do canto gregoriano que era monofônico, ou seja, tinha apenas uma linha melódica, uma voz.

Vamos ouvir algumas dessas composições!

Leonin: "Dulce Lignun" (saiba mais aqui )






Perotin: "Beata Viscera" (saiba mais aqui)




Hidelgard de Bingen: "Ordo Virtutum"  (saiba mais aqui )




Para saber um pouco mais sobre Música Medieval, clique aqui e aqui

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

No início eram os Neumas...Como surgiu a notação musical?





O título deste post é bem sugestivo e responde à pergunta que segue. Como surgiu a notação musical?
Iniciou-se com os neumas, que significa "ar" no grego. No século 7 os neumas foram um tipo de notação mais elaborada que era acrescentado acima do texto cantado. Bem, eles eram bem diferentes e bem mais simples que a notação atual:  / \ ^

Apesar de não indicarem com precisão as notas, os neumas ajudavam os cantores a lembrar do desenho melódico. Como tudo na vida- e nós músicos agradecemos muito!- os neumas evoluíram entre os séculos 9 a 13 e ficaram assim:

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neuma


Daí em diante, muitas evoluções ocorreram até chegarmos ao século 10, quando Guido d'Arezzo usou o "tetragrama" o precursor o do "pentagrama", que só foi inventado no século 12. Um outra curiosidade: as linhas suplementares só surgiram no século 16!

Tetragrama e Neumas.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pauta_(m%C3%BAsica)
Ficheiro:Helplines.png
Linhas Suplementares.
Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Pauta_(m%C3%BAsica)

As claves ("chaves" em latim) vieram logo depois, atendendo à necessidade de entender e decifrar as alturas, ainda mais a esse ponto que existiam 5 linhas. As alturas deveriam estar definidas.

2 2 História da Música Ocidental
http://www.movimento.com/2011/09/historia-da-musica-ocidental/  
Note que temos na figura acima as claves de Fá e Dó. A clave de Sol (que deriva da letra G, "gamma" em grego) só apareceu no século 14. Eram utilizadas nesta épocas as letras: C D E F G A B

Guido d'Arezzo deu nome às notas. Ele encontrou um hino à São João Batista em que cada verso começava com uma altura diferente. Então substituiu as letras pelas sílabas dos versos dos hinos. Veja como ficou:

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/teoria_musical/teoria_online/teoria_leitura/leitura_03.htm.

O nome da nota Ut foi trocada pela primeira sílaba do nome do compositor e teórico italiano Giovanni Battista Doni (1595/1647). Ele fez isso com o objetivo de facilitar o solfejo no idioma italiano.

E foi assim. Tentei aqui relatar de forma bem resumida como as notas surgiram e a intenção é despertar o interesse pela história da música. Caso alguém se interesse mais pelo assunto acesse o link que está nas referências, os links das imagens, este site, que recomendo: http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/historia_musica/index.htm. Lá você encontra diversas informações sobre tudo relacionado à música. Além de livros, é claro, sobre história da música.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BÁSICA:

ORTOLAN, Edson Tadeu. História da Música Ocidental. Disponível em: http://www.movimento.com/2011/09/historia-da-musica-ocidental/. Acessado em 07 de fevereiro de 2012


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Trancoso-BA terá festival de música erudita em março


Fiquei muito contente com essa notícia!

Matéria retirada daqui

Agência Estado
Um novo festival de música erudita será realizado em Trancoso, na Bahia. Empresários comandados por Sabine Lovatelli, presidente do Mozarteum Brasileiro, reuniram músicos de orquestras como a Filarmônica de Berlim, as pianistas Katia e Marielle Labèque e os instrumentistas da Orquestra Juvenil da Bahia para a primeira edição, que vai de 17 a 24 de março.

Os concertos e masterclasses serão realizados em um anfiteatro desenhado pelo arquiteto luxemburguês François Valentiny, que, entre outros projetos, criou o Mozarthaus de Salzburgo. "Ele se interessou de cara pelo projeto", diz Sabine, que conta como surgiu a ideia do festival. "O idealizador foi o empresário austríaco Reinhold Geiger. Tivemos algumas conversas e aos poucos o festival foi tomando forma, com a participação de outrosempresários que têm ligação com a região. Ficamos entusiasmados em levar a música clássica para a região e, ao mesmo tempo, oferecer empregos e fontes de renda para uma população que sofre com a baixa temporada do turismo."

No ano passado, Sabine e Valentiny passearam pela região em busca de um lugar para o anfiteatro. "Ele fotografava tudo e mandava para seu escritório em Luxemburgo. Quando chegamos em casa, já nos haviam mandado um pré-projeto", conta. "Pensamos em montar o teatro no cânion, não queríamos nada muito longe da cidade, na montanha. Mas, até que todas as autorizações de órgãos como o Ibama saíssem, optamos por montá-lo no alto das falésias, no Terra Vista Golf Resort, que tem um visual lindo. Agora, já temos todas as autorizações e, como é possível montar e desmontar o anfiteatro, no próximo ano podemos pensar em usar o cânion."

Segundo Sabine, a edição de 2012 servirá como um "teste". Nos dois fins de semana do festival, serão apresentados concertos com a Orquestra Juvenil da Bahia, que vai interpretar highlights de grandes obras do repertório erudito. "E, durante a semana, teremos concertos de câmara com uma mistura interessante de repertório. Em uma noite, tocam as irmãs Labèque; em outra, elas dividem o palco com os músicos convidados, em uma jam session a partir de temas de Tom Jobim. César Camargo Mariano fará show ao lado de amigos como Mônica Salmaso e Téo Cardoso", adianta Sabine.

Em outra noite, os alunos farão música de câmara com os professores. "Esse aspecto pedagógico é uma das preocupações do Mozarteum e quisemos mantê-lo em Trancoso. Foi também nesse sentido que convidamos a Orquestra Juvenil da Bahia, comandada pelo Ricardo Castro."

O anfiteatro terá espaço para 800 pessoas e será todo revestido com tecido, o que permite trabalhar com projeções. Todos os concertos terão entrada franca. "Queremos atrair a população local, que poderá ter acesso livre às apresentações. Da mesma forma, os alunos de todo o Brasil que se interessarem em ter aulas poderão se inscrever gratuitamente e não vão pagar nada por isso", diz Sabine. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.